Direitos Humanos

Pastorais Sociais planejam ampliar e qualificar atenção aos imigrantes em Santa Catarina

Ações locais dos agentes e devem ser ser melhoradas ao longo do ano (Foto: Marcelo Luiz Zapelini/Agência Sul 4)
Ações locais dos agentes e devem ser ser melhoradas ao longo do ano (Foto: Marcelo Luiz Zapelini/Agência Sul 4)
Pelo segundo ano consecutivo, articulação regional foca na questão, que também foi incluída na agenda das dioceses para este ano

A capacitação dos agentes que atendem ou apoiam os imigrantes e refugiados nas entidades ligadas à Igreja em Santa Catarina é uma das metas estabelecidas no Seminário Regional das Pastorais Sociais, realizado em Rio do Oeste, 12 e 13. Também haverá esforços para instalação da Pastoral do Migrante em dioceses catarinenses e a interlocução com a Assembleia Legislativa para a realização de audiências públicas em cinco regiões do estado.

O deputado estadual Dirceu Dresch (PT), presidente da Comissão de Direitos da Assembleia Legislativa de Santa Catarina, se disse comprometido em cooperar junto ao poder legislativo para que as Audiências Públicas aconteçam nas regiões Sul, Norte e Vale do Itajaí, Grande Florianópolis, Meio Oeste e Oeste.

— Felizmente as organizações dentro da Igreja Católica fizeram um grande trabalho, que contribuiu muito para aperfeiçoar e, inclusive, melhorar a ação do governo do estado e da prefeitura de Florianópolis, não tinham experiência nessa área de imigração. Nos último ano, com a pressão, audiência pública, mobilização da sociedade civil, a gente conseguiu apoio do ministério público e nós avançamos para dentro das universidades —, avaliou.

A capacitação dos agentes, prevista para este ano, deve começar por Joinville e Itajaí. A Pastoral do Migrante, que atua apenas em Florianópolis e dá os primeiros passos em Joaçaba, tem o apoio das outras oito dioceses, que se mostraram disponíveis para a articulação, em reunião do Conselho Regional de Pastoral, no início do mês, em Florianópolis.

Ainda no seminário, a advogada e doutora em Direitos Humanos, Larissa Leite, coordenadora do departamento de Proteção do Centro de Referência para Refugiados da Cáritas de São Paulo, destacou que imigrantes, refugiados e os brasileiros são todos seres humanos. Pontuou a importância do cuidado com o planejamento para evitar que o trabalho não chegue a lugar algum e gere angústia.

— Numa ordem de grandeza: a direção é para onde eu aponto, o objetivo é o meu desejo de realização mais amplo geral e abstrato, a meta é um desejo concretizável, que eu vou alcançar através de uma ação —, explicou.

Imigrantes de países como Haiti, Gana e Togo contaram as dificuldades da busca por uma vida melhor no Brasil. Para isso, muitos deixam suas famílias e são vítimas dos chamados “coiotes”,  agentes que conduzem os imigrantes pelas áreas de fronteira, mediante pagamento. Haitianos apresentaram essa situação em uma esquete improvisada na programação cultural do seminário. Na história, o coiote local, extorque todo o dinheiro que a família possui em troca de documentos e recepção no país. Ao chegarem no Brasil pai e filho, tem apenas as malas e as promessas não se confirmam.

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